Caros(as) leitores,
Mostrar defeitos é fácil, quero ver encontrar soluções..
Salvador se perdeu no tempo e no espaço.
Virou um dinossauro que sobreviveu à era Jurássica.
Por que estou dizendo isso?
Simplesmente, porque não conheceu, e talvez por questões históricas, a inovação.
Schumpeter traz a visão: só se cria destruindo, o que destruir para que se construa uma cidade
que inove e que possa oferece aos seus filhos e os que adotam a cidade o dinamismo
do século XXI?
Primeiramente, é como construir algo novo em estruturas apodrecidas, é encontrar qual Salvador ela quer ser no futuro?
Em um ano precisamente, percebi o que transforma essa cidade em algo complicado de mudar: As pessoas, todas elas, em todos os níveis se acomodam, tanto do lado periférico como do lado abastado.
Do lado periférico, o que vale é morar em cima de um morro, de qualquer jeito, contanto que eu tenha o que comer e possa ter meus eletrônicos, meu carro, minha roupa e etc...Educação, o que o governo oferecer já tá de bom tamanho, alguns ainda se arriscam em por os filhos em ótimas escolas, mas não porque querem mudanças, o objetivo, lá na frente irei abordar. Do lado abastado, se conformam em ter um uma moradia em bairros mais planejados, geralmente, moram em condomínios, que ofereçam tudo o que é necessário, para que não circulem na cidade, e não saiam dos "campos de força" que os protejam.. Curtem tudo o que é fora, viajam e não se integram com a cidade que vive e que está em uma UTI social.
Como disse, que adiante falaria sobre o que resultou essa "sociedade excludente", foi exatamente o que a mesma oferece de oportunidades de trabalho, ou você entra na informalidade, para manter os seus gastos, ou você entra em empresas públicas ( aqui é demasiadamente grande o número das pessoas que se envolvem com o poder público), garantindo uma renda superior ao que o mercado oferece, percentualmente, eu não teria a informação dos que nesse conjunto total, estão trabalhando em empresas privadas in loco, porque a maioria que trabalha em empresas privadas, não estão em Salvador, estão nas cidades do entorno ( ex. Camaçari, Lauro de Freitas e etc..)
Salvador a cidade que maioria da população está na atividade terciária de prestadores de serviços...
Se é terciária, necessitam da primária e secundária para que haja fôlego e recursos advindos do poder de transformação.. Só que a maioria das empresas de transformação em Salvador são públicas, e não saíram do sistema jurássico de gestão.. O que fazer? INOVAR...
Sim, criar o SISTEMA REGIONAL DE INOVAÇÃO, para que o mesmo possar trazer a motricidade que Salvador está clamando.. Muitas coisas estão atreladas às cidades que não inovam, o aumento da violência urbana, falta de infraestruturas modernas, desinvestimentos da iniciativa privada, e principalmente a falta de saneamento básico e educação..
Quanto à violência urbana, Durkheim, enseja sobre o que é a sociedade patológica, quando não curamos verdadeiramente nossas doenças, elas se tornam ultra resistentes, e Salvador está ultra resistente em relação à violência urbana.. Tem cura? Tem.. e volto a dizer, criando o sistema inovativo por cluster, cada ponto de desequilíbrio, sendo corrigido e transformado em um cluster de inovação contínuo..
Quando citei o destruir para construir, Schumpeter, não me referi à cultura, isso não se destrói, se preserva. Andei no pelourinho e me deu tristeza, fui à praça Castro Alves e me deu tristeza, São fontes de história que precisam de cuidados ímpares, para que o tempo e o desleixo não acabem de destruir a identidade de uma cidade tão pitoresca e que nos remete à época do descobrimento e império do Brasil.. Vamos preservar e cuidar!
O destruir para transformar em Salvador, é tirar as amarras de um aparthaid social invisível, em que a pessoa que consegue uma boa educação, larga suas origens, e vai morar nos oásis social, e trata os seus colaboradores como subalternos das antigas senzalas, ( não estou generalizando alguns conseguem superar isso), outros não se conformam em dividir o ambiente protegido com quem ascendeu socialmente, pelo fruto do seu trabalho.. Raras exceções.. A maioria ainda sobrevive nas comunidades, e irão ver os seus filhos sem oportunidades reais de emprego ou até mesmo cidadania. Esses irão encher as trincheiras da criminalidade, esses irão entrar no ônibus e roubar os celulares de todos os passageiros, esses irão ficar nas passarelas armados com facas para roubar o mesmo produto: celular.. E o pior, matam por isso! O que fazer? Agir nas causas, trabalhar com as crianças, já com o pensamento inovativo, já informar que o sistema paternalista das empresas públicas que atuam em Salvador, não irão absorver todos, e que o empreendedorismo informal, precisa se formalizar, para que criem o sistema inovativo com um formato real de geração e apropriação da renda. ..
Como inovar, e quais parâmetros adotar? são questões que poderemos abordar, e se tiverem críticas e sugestões, bastam mandar...
Abraços..